Em um laboratório oculto sob as montanhas de Eldravir, uma figura envolta por uma túnica negra observava os eventos de Olion por meio de uma simulação holográfica. Seus olhos não piscavam — estudavam. Calculavam.
Dr. Halver Lior, o homem que havia sido expulso da Academia dos Pensadores Éticos, agora liderava o culto tecnocrático da Supremacia. Para ele, a ética era uma limitação ilusória.
Ele olhou para um cilindro flutuante no centro da sala — uma mente artificial chamada N.E.S.S. (Neuro-Estrutura Sintetizadora de Sabedoria), alimentada por dados extraídos de milhares de experimentos e mentes quebradas.
“Os Biotecnos fracassaram,” ele murmurou, “mas isso era apenas uma variável. Json reagiu como esperado. Agora, iniciamos a segunda fase: a conversão filosófica.”
Lior pretendia distorcer conceitos éticos em argumentos utilitários, começando por infiltrar escolas com pensadores doutrinados. Para ele, a guerra não era apenas de átomos ou moléculas. Era semântica. Era pensamento contra pensamento.
Enquanto isso, Json e seu grupo investigavam a origem da tecnologia usada na Primeira Onda. Encontraram resquícios de uma equação que parecia inverter os vetores de tempo localmente — algo que desafiava o entendimento clássico.
Nesse momento, ficou claro: Lior não era apenas um cientista caído. Era um idealista sombrio — alguém que acreditava que a verdade científica deveria substituir qualquer senso de humanidade.
O grupo, agora reunido em um conselho provisório formado por mestres de várias Escolas do Pensamento, concordou:
E o nome de Lior foi finalmente revelado ao mundo como uma ameaça real.