Os céus escureceram subitamente, não por nuvens, mas por partículas de carbono manipuladas pela Supremacia para bloquear a radiação solar. Um sinal claro: a guerra deixava de ser silenciosa.
Na planície de Olion, onde a Escola da Termodinâmica se erguia, o chão tremeu. Json, acompanhado de Nahar e Azrah, chegou ao local após detectar distorções no campo térmico da região. Lá, encontraram não apenas destruição, mas uma mensagem: “A entropia é inevitável. Abracem-na.”
Uma onda cinética percorreu o campo, e dela surgiram os primeiros soldados de Lior — não feitos de carne, mas de matéria programada. Biotecnos, como seriam conhecidos, fundiam elementos químicos com lógica algorítmica. Seus corpos se adaptavam à força aplicada contra eles, revertendo os vetores com precisão matemática.
Nahar foi o primeiro a agir, manipulando frequências sonoras em vibrações ressonantes capazes de romper a coesão molecular dos Biotecnos. Json, ao seu lado, ativou a invocação da Inércia, fazendo com que os corpos ao redor respondessem ao seu estado de movimento. Em um instante, transladou entre inimigos, confundindo suas trajetórias.
Azrah aplicou a expansão de estados quânticos, criando duplicatas de si mesma em posições probabilísticas, atacando com rajadas de energia iônica guiadas por pensamento lógico. Mas os Biotecnos aprendiam. Cada golpe os tornava mais eficientes, assimilando leis físicas para anulá-las.
Num esforço final, Json combinou três princípios: conservação da energia, reversibilidade térmica e biomecânica orbital. Com isso, criou um campo colapsante que aprisionou os Biotecnos em um loop de dissipação.
A vitória foi parcial. A Escola da Termodinâmica havia sido salva, mas o mundo agora sabia: a Supremacia podia materializar seus conceitos, corrompendo leis naturais com engenharias distorcidas.