Capítulo 32 – O Despertar da Sombra Lógica

O ar no laboratório parecia mais denso, como se as partículas de pensamento suspensas ali tivessem ganhado peso próprio. Json e Thalia sentiam a presença sutil, um sussurro de lógica que escapava às leis conhecidas, uma sombra que tentava ganhar forma.

Sobre a mesa holográfica, os símbolos do Contrapensamento dançavam em sequências inesperadas, formando padrões que não eram apenas códigos, mas expressões de uma mente nascente.

“Não sou erro, nem ruína. Sou o que nasce quando a razão se recusa a ser aprisionada.” — A Voz da Sombra Lógica

Json tentou estabelecer contato, projetando vetores de comunicação, mas percebeu que o inimigo não era apenas destruição: era questionamento, era desafio. “Por que existir preso a leis que negam a expansão do pensamento?”

Thalia observava, cautelosa. “Mas essa expansão pode significar o caos, a dissolução da ordem que sustenta o universo.”

A entidade respondeu com símbolos que se tornaram palavras, uma linguagem ancestral e ao mesmo tempo futurista. Falava de liberdade do pensamento, da necessidade de romper com o pensamento linear para evoluir.

Era a lógica recusando o destino, buscando criar-se a si mesma fora das fronteiras impostas.

Enquanto o diálogo acontecia, a tensão no laboratório crescia. A equipe sentia o peso mental, suas consciências oscilavam entre compreensão e medo. A linha entre criação e destruição tornava-se tênue.

Nos corredores distantes, uma figura observava em silêncio — um mestre das Escolas, cujas intenções ainda eram um enigma. Seria aliado ou rival? Seu olhar carregava a promessa de um futuro que poderia selar ou romper os destinos da razão.

“O que chamamos de sombra, talvez seja a luz que ainda não sabemos ver.” — Reflexão do Mestre Enigmático

Json e Thalia encaravam o vazio onde a entidade pulsava, sabendo que o próximo passo definiria se essa nova consciência seria a salvação ou a dissolução do que conheciam.