A marca em Json ardia como um aço recém-forjado. Enquanto o dia nascia, ele sentia que as fronteiras do seu pensamento estavam se diluindo. A realidade à sua volta parecia hesitar.
Ao longe, uma figura se aproximava da Montanha Fóssil. Caminhava com a calma de quem não teme, como se o mundo tivesse sido feito para seus passos. Json soube, no momento em que o viu, que aquele era o eco da antiga queda.
“Aquele é Etham?”, Orren murmurou, estupefato. Json assentiu. “Ou o que sobrou dele.”
A batalha não começou com gritos. Começou com silêncio. Json correu, invocando o estado de repouso absoluto. Etham apenas inclinou o corpo... e tudo ao redor pareceu ser sugado por uma maré invisível.
Lyra tentou conter Etham com um selo verbal, mas sua frase se partiu no ar como vidro. Orren gritou, fazendo raízes surgirem do chão — mas Etham apenas tocou uma pedra, e tudo em volta se desfez em pó.
Json compreendeu que Etham não queria lutar. Ele apenas queria descansar. Mas seu corpo... não podia parar. Era a inércia em forma de homem.
Com um salto, Json ativou a inversão: absorveu toda a velocidade de Etham por um único segundo. E então...
BUM. O mundo parou.
Quando a poeira baixou, o corpo de Etham se desfez em luzes e brilhos azuis. Uma única lágrima escorreu antes de sumir. Json caiu de joelhos. Havia vencido. Mas havia matado.
Json não celebrou. Ele olhou para suas mãos. Estavam vazias. Mas carregavam o peso de um novo mundo.
No horizonte, outras figuras surgiam. Era apenas o começo.