Capítulo 19 – Ecos do Conhecimento

O som metálico de uma engrenagem girando ecoava pelo antigo salão da Escola do Tempo. Json caminhava por entre os corredores de pedra, agora iluminados por cristais energéticos que respondiam à presença de seus pensamentos. Cada passo reverberava memórias: de Etham, dos primeiros aprendizados, da dor, da escolha.

Após a revelação da Supremacia, o Conselho das Escolas decidiu ativar os arquivos ocultos: tratados esquecidos, simulações de física aplicada e fórmulas filosóficas em forma de runas flutuantes. Json sabia — eles estavam se preparando para mais do que apenas proteger o saber. Estavam se armando com ele.

Azrah e Nahar conduziam os jovens aprendizes em treinamentos combinados: Entropia com Empatia, Mutação com Moral, Gravidade com Responsabilidade. Uma nova geração de pensadores guerreiros surgia — cientistas do futuro forjados pelo passado.

Do outro lado do continente, em uma torre onde a luz não entrava, Lior arquitetava sua nova investida. Tinha transformado os conceitos de simbiose em parasitismo controlado. Criava soldados alterando impulsos químicos para simular emoções humanas, mas com obediência absoluta.

"A natureza será domada pela engenharia absoluta." — Lior

Json sentiu um calafrio — uma perturbação no campo de coerência filosófica. Ele sabia: Lior estava se preparando para atacar. O Primeiro Pensamento, ainda ecoando em sua consciência, o impulsionava à frente. Mas agora, pela primeira vez, Json não buscava apenas proteger. Ele queria entender... e talvez, confrontar.

No final daquele dia, Json ergueu os olhos para o céu enublado sobre a Escola Central. Em sua mão, um pergaminho com equações que previam o comportamento das emoções em cenários de guerra. No horizonte, a aurora do conflito intelectual mais feroz da história se aproximava.

Era hora de transformar a lógica em ação. E o conhecimento em escudo e lâmina.